Seminário

Seminário Música & Movimento

DIA 19/04

- 14 às 16h
Tema: Pop versus popular: superando a dicotomia


Mesa: Carlos Eduardo Miranda (produtor musical e jurado de programas de TV)
          Gilberto Monte (músico, produtor, curador e diretor de música da Funceb)
          Romulo Fróes (músico e compositor)

Mediador: Alex Antunes (jornalista e colaborador da Rolling Stone e portal Nagulha)

Como se formou um fosso entre a percepção cultural das classes populares e da chamada elite, depois do ótimo momento em décadas passadas em que nossos valores artísticos mais densos eram também sucesso radiofônico e televisivo? Porque a linhagem de grandes performers da música brasileira (Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Maria Alcina, Marku etc) foi descontinuada? A pasteurização/ homogeneização publicitária da música gravada e do clipe substituiu a força da performance? Como, no passado, se deram notáveis casos de celebridização instantânea e espontânea de artistas inteligentes e provocadores como Tropicalistas, Mutantes, Raul Seixas e Secos & Molhado, e quais tecnologias/ estratégias culturais podem refazer essa experiência, se é que ela ainda é possível? Porque alguns dos mais interessantes artistas novos brasileiros a partir dos anos 80 e até esta década cultivam uma atitude distante e/ou amadora, adotando um reconhecimento “cult” em detrimento da noção de espetáculo popular?

Carlos Eduardo Miranda: Atua na produção musical desde os anos 80, com Raimundos, Skank, Rappa, Lobão, CSS, DeFalla, Móveis Coloniais, Cordel, Otto, Mundo Livre, Nina Becker etc. Criador dos selos Banguela e Excelente Discos e da Tramavirtual, é jurado do Qual É O Seu Talento, no SBT.

Gilberto Monte: Graduado em composição e regência pela Universidade Federal da Bahia. Como gestor cultural coordenou por 3 anos a área de arte e tecnologia do Instituto Eletrocooperativa e desde 2007 é responsável pela Diretoria de Música da Fundação Cultural do Estado da Bahia FUNCEB/ SECULT. É curador e parecerista de programas como  FazCultura, IPHAN, Petrobrás e Conexão Vivo.

Romulo Fróes: Foi apontado pelas revistas Bravo e Trip e pela Folha Ilustrada como um dos artistas mais influentes de sua geração. Tem três discos fazendo uma ponte entre o samba e outras sonoridades, como a psicodelia tropicalista, afirmando sua vocação como um dos jovens compositores mais prolíficos.


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- 16h às 18h
Tema: Redes Sociais: modos de usar

Mesa:
Seu Ribeiro (músico)
         Anderson Fonseca (graduado em negócios internacionais e produtor da Banda Rocknova)
         Daniel Neto (jornalista e baterista da Banda Rocknova)
         Malk (baixista da The Hell´s Kitchen Project)
         Vila (gestor de TI do Conexão Vivo).

Mediador: Kuru Lima (Cria! Cultura / Conexão Vivo)

Mundo virtual, redes sociais, microblogs, mobile marketing, marketing viral...como isso tudo se aplica ao setor da música? Está todo mundo preparado para utilizar tais ferramentas? Onde está o manual de instruções? Será que a minha estratégia de trabalho no mundo virtual está correta ou o que estou fazendo pode prejudicar minha carreira? O que fazem artistas como o Rocknova disparar na frente em votações populares no portal Conexão Vivo e em outros onde estão cadastrados? Plataforma de difusão ou de negócios? Quais as possibilidades reais (e limitações) de portais como o Conexão Vivo ?

Seu Ribeiro: Um dos perfis mais atuantes do portal Conexão Vivo, Seu Ribeiro iniciou sua carreira em 1999, quando passou a ser considerado pela crítica mineira como uma das grandes revelações da música regional contemporânea. Com a carreira de músico consolidada, participou de festivais e eventos por todo o Brasil. Atualmente, comemorando 10 anos de dedicação a nova cantoria, Seu Ribeiro vem preparando um  novo cd, Vielas Líricas,  que foi aprovado na Lei de Incentivo a Cultura de BH e será lançado ainda este ano.

Anderson Fonseca: Graduando em Negócios Internacionais (Universidade FUMEC) e produtor executivo da banda Rocknova, desde 2009. Anteriormente, como freelancer, participou de produções de cias de teatro, festivais e shows.

Daniel Neto: Jornalista formado pela Universidade Fumec e baterista da banda Rocknova. Escreve para revistas, blogs e atua na área de assessoria de imprensa.

Fernando Craviée – Malk: Formado em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Estácio de Sá. Um dos idealizadores do canal Cifra Club TV e um dos responsáveis pelas estratégias de comunicação da banda The Hell's Kitchen Project.

Vila: gestor de TI do Conexão Vivo

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DIA 20/04


- 14h às 16h
Tema: Cultura brasileira, transculturalismo e tecnologia digital

Mesa:
Cláudio Prado (Diretor da Casa da Cultura Digital)
          Lucas Santtana (músico e produtor)
          Alda Rezende (cantora e produtora do Live Brasil - NZ)

Mediador: Alex Antunes (jornalista e colaborador da Rolling Stone e portal Nagulha)

A mesa irá discutir, entre outras questões:
- Como os fundamentos da cultura brasileira podem se relacionar saudavelmente com a tecnologia digital, revelando uma “identidade cultural” nacional contemporânea,  funcional e cheia de autoestima.
- Lugar e não-lugar: como lidar com a simultânea revalorização das raízes culturais e a crescente desimportância da localização física/ geográfica do criador, com comunicações instantâneas, gravações à distância e outros recursos tecnológicos.
- Foi o piano o primeiro instrumento virtual e toda flauta de bambu é pura tecnologia Sendo assim, qualquer suposto antagonismo entre tradição e tecnologia é um equivoco?

Lucas Santtana: faz canções autorais e orgânicas, na tradição da música popular brasileira, mas envolvidas em texturas e camadas de som que as diferenciam. Ativista digital, foi dos primeiros a disponibilizar faixas para remixagem através do seu site www.diginois.com.br.
 
Alda Rezende: é cantora, compositora e produtora mineira radicada na Nova Zelândia. Atua em diversas bandas e projetos, apresenta o programa Global Pulse e produz o festival Live Brazil, na Nova Zelândia e Austrália, com artistas brasileiros, e residências de artistas neozelandeses no Brasil.

Claudio Prado: foi produtor dos festivais de Glastonbury (Inglaterra) e Águas Claras e dos Mutantes e Novos Baianos nos anos 60 e 70, ex-coordenador de Políticas Digitais do Ministério da Cultura na gestão Gil, Cláudio Prado atua no Laboratório Brasileiro da Cultura Digital – Casa da Cultura Digital/ SP.


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- 16h às 18h
Tema: Música, coletivos, qualificação ou cachê: para onde vai a política pública para a música no Brasil

Mesa:
Pablo Capilé (Coordenador Espaço Cubo e Fora do Eixo)
         Makely Ka (Delegado nato do Colegiado Setorial de Música / Presidente da COMUM)

Mediador: Israel do Vale (jornalista e curador do Conexão Vivo)


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DIA 21/04


- 10h às 12h
Tema: Fomento à cultura em Belo Horizonte:  uma reflexão necessária

Mesa:
Terence Machado (jornalista do Estado de Minas e diretor do programa Alto-Falante/Rede Minas)
          Rodrigo Barroso (Presidente da Comissão Municipal de Incentivo e Diretor de Espaços Culturais da FMC)
          Helbert Bart (produtor Flaming Nights e 53HC Music Fest)
          Solanda Steckelberg Silva (Diretora de Ação Cultural da FMC)


Mediador: Kuru Lima (representante eleito da CMIC)

O ano de 2009 ficará conhecido em Minas como o ano da acanhada captação de recursos para projetos incentivados pela Lei Estadual. Muitos artistas e produtores apostaram suas expectativas na Lei de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Polêmica em seu resultado, a lei de fato não comporta a demanda do setor organizado da cidade. Produtores trocam acusações. Será que existem realmente uns poucos grupos se beneficiando da Lei de Incentivo da cidade? Esse é o real problema do financiamento à cultura na cidade? Existe um planejamento ou projeto para resolver essa questão?

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- 14h às 16h
Tema: Funarte/MinC: balanço e perspectivas da atual gestão

Mesa:
Cacá Machado (Diretor do Centro de Música da Funarte)
          KK Mamoni (Diretor Executivo da Feira Música Brasil e presidente da ABEART - Associação Brasileira dos Empresários Artísticos)
          Thyago Cury (Funarte).

Mediador: Israel do Vale (jornalista e curador)


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- 16 às 18h
Tema: Rede Música Brasil: um marco colaborativo na organização do setor musical brasileiro

Mesa:
Fabrício Nobre (presidente da Abrafin - Associação Brasileira dos Festivais Independentes)
         Cacá Machado (Diretor do Centro de Música da Funarte)
         Makely Ka (Fórum Nacional da Música e Federação das Cooperativas de Música do Brasil)

Mediador: Talles Lopes (produtor, dirigente do Fora do Eixo e delegado eleito de Minas para o Colegiado Setorial de Música)

Cacá Machado: Doutor pela Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) na área de música, história e literatura, é compositor, produtor musical e historiador. Publica, com frquência, livros, artigos e ensaios sobre o universo da música, e compõe música para televisão, cinema e teatro.  Atualmente dirige o Centro de Música da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) do Ministério de Cultura do Brasil.

Ministrante

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