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Sexto dia de Conexão Vivo em BH

Nessa sexta-feira, dia 24, grandes encontros foram destaque nos dois palcos do projeto


Conexão Vivo, Por Agência MN Beto Feitosa - fotos: Alexandre Moreira 

Primeira atração da noite, o grupo Soatá, de Brasília, surpreende pelo inusitado. A vocalista Ellen Oléria traz um cavaquinho para fazer um som pesado que mistura hip hop. funk com carimbó, lundu e samba. Mas o ambiente é totalmente rock and roll. Em outro palco o baixista mineiro Enéas Xavier comandava uma ótima banda (com destaque especial para os metais) e recebeu Flávio Venturini, que revisou seus sucessos acrescentando belos e longos solos. Ao teclado, o cantor e compositor se integrou bem com a banda.

Melhor momento da noite, a cantora Patrícia Ahmaral mostra uma energia impressionante. Sua voz forte imprime personalidade em repertório basicamente roqueiro, mesmo quando recebe Vander Lee. O compositor, tratado com aurea de ídolo pelo público que lotou o local. Vander misturou seu balaio com a força de Patrícia, costurando repertório dos dois. Patrícia é veterana no Conexão Vivo, tendo participado de todas as edições do projeto.

A noite ainda teve o bom pop/rock do mineiro Pedro Morais que recebeu o carioca Moska. A dupla funcionou bem casando sucessos de Moska e revelando o bom repertório do colega mineiro. Pedro tem uma formação que pode ser a síntese do festival: ouviu a tradição do choro, samba, rock e samba canção. Entre o violão e o bandolin, surge a guitarra. As informações são processadas na música de Pedro, com boas levadas e letras inteligentes. A noite de sexta terminou com o paulistano Curumin, que mostrou seu novo CD, JapanPopShow.

Iniciativas como a desse festival possibilitam a verdadeira formação de público e leva músicos talentosos para viajar e conhecer novo público. O encontro com outros artistas e outras platéias é essencial para um mundo globalizado.

O Conexão Vivo prima por uma visão de qualidade e inovação, sem preocupação com rótulos. Pelos dois palcos passa um time eclético e variado que troca experiências e informações. Antes dessa grade de apresentações em Belo Horizonte, o projeto promoveu algumas caravanas pelo interior dos estados de Minas Gerais e São Paulo, passando por cidades como Governador Valadares, São João del Rei, Uberlândia, Montes Claros e Campinas. Foram 81 shows antes da maratona do Parque Municipal.

De ouvidos abertos, o público - essencialmente jovem - soube entender e aplaudir a diversidade cultural exposta nesse painel. Participando ativamente da energia dos shows, fez dessa noite uma grande festa.

 

 


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