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Os Músicos Campuseiros

O lado analógico e offline da arte
Por Administrador - 28/01/10 20:23


 

Conexão Vivo, Cria! Cultura - Alexandre Nix - 28/01/10



Palestras sobre produção musical, debates sobre música eletrônica e oficinas demonstrando como utilizar softwares para criar, editar e tratar sons... tudo isso tem na Campus Party. Fora da programação, no entanto, começa a se formar um movimento independente e espontâneo de músicos campuseiros interessados em compartilhar sua arte e trocar experiências sem necessariamente estarem conectados por cabos ou wi-fi.



Nat De tem 33 anos e é diretor de arte da Offline, revista oficial do evento. Nessa sexta-feira realizará na área de Design (setor de criatividade) um brainstorm onde todo mundo está convidado a opinar sobre a montagem da próxima edição. Enquanto isso ele passeia pelo evento carregando instrumentos e tentando localizar outros que, como ele, são músicos e podem estar procurando parceiros para tocarem juntos ali mesmo.

 

Nat criou também o "Super Uke Uke": é um ukulelê (instrumento de origem havaiana de proporções similares ao cavaquinho) utilizando uma lancheira retrô com o Super-Homem estampado, "... um parafuso como cavalete, um abridor de lata como alavanca e uma colher como ponte.". - A lancheira-ukelelê ainda pode ser utilizada para guardar coisas em seu conteúdo. Um lanche, talvez.

 

É a primeira vez que está em um evento de tecnologia. Como diretor de arte, sempre frequentou eventos de design e sua primeira idéia da Campus Party se resumia apenas a uma multidão jogando Counter-Strike. "Mas é muito mais do que isso. Tem muita gente legal fazendo coisas interessantes por aqui e produzindo."

 

Nat está tentando juntar todos os músicos campuseiros em uma jam session no sábado. Se você quiser levar seus instrumentos e contactá-lo basta mandar um email para emaildonat@gmail.com . Sua vontade é poder juntar toda essa tecnologia com a música para o próximo evento: "Imagina um telão enorme com cifras e uma jam session. Seria genial mesmo que fosse apenas uma música. Milhares de campuseiros participando seria mais genial ainda".

 

Um dos músicos interessados é o italiano Carlo Coppadoro, residente de Lisboa, que está de passagem no evento antes de embarcar para o Rio de Janeiro e de lá subir o nordeste viajando e tocando seu trumpete.

 

O músico possui uma banda em Milão que toca no circuito independente e está aqui a convite de um amigo, o violonista Nicolas Mumapotan. Apesar de achar o evento uma grande reunião de cabeças pensantes, Carlo se decepcionou com o excesso de ruído... e não necessariamente do barulho. "Estar online não é o suficiente para trocarmos. Existe muito ruído, muitas redes  e pouca troca. Eu, sem computador, reparei que uma grande maioria de pessoas estão fazendo coisas aqui que poderiam estar fazendo em suas casas. Acho isso idiota.". Apesar da crítica, Carlo diz estar curtindo as palestras, a idéia da rádio livre e o movimento com a turma do software livre.

 

Comentários

SERROTE PRETO

23/03/10 22:07

Maravilha !!!


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