Ler notícias

Fazer Música x Brincar com Música

"Oi, eu sou o Paul McCartney... ou como vocês devem me conhecer: o cara do Rock Band!" - Paul McCartney


 

 

Conexão Vivo , Cria! Cultura - Alexandre Nix - 29/01/10


Música é sinônimo de entretenimento para a maioria das pessoas, mas para alguns é coisa muito séria. Acadêmicos, críticos, produtores, descobridores de talentos, empresários de gravadoras... para muita gente, que sequer manuseia um instrumento musical, esse assunto é seu trabalho e merece todo o respeito e formalidade.



O que acontece então quando o acelerado desenvolvimento tecnológico escancara barreiras que nem sabíamos estar ali? Músicos utilizando edição digital de áudio e vídeo para criar canções com fragmentos de sons, um cenário de bandas surgindo com o objetivo comum de tocar música de videogames ou ainda toda uma nova leva de jovens emulando o papel de guitarristas, bateristas e vocalistas de rock com seus videogames são uma realidade tão assombrosa quanto pedais de auto-tune que permitem que qualquer um cante uma música sem desafinar e filtros de softwares que simulam com quase perfeição o som de qualquer instrumento.



No debate "Fazer Música x Brincar com Música", promovido pela MTV na Zona de Criatividade, Wilson Esteves (banda Os Gameboys ), Thiago Borbola (Judão.com.br ) e Tatá Aeroplano (músico e produtor) discutiram sobre o papel atual do músico e do consumidor quando o preconceito fica de fora e a música só precisa funcionar como um elo para a diversão entre pessoas.

 

Segundo Tatá, a questão de quem é músico e quem não é se resume apenas ao acesso à informação: "É preciso encontrar esses elementos lúdicos necessários para a música. Aí é fuçar a internet e catar programas de áudio. Com alguma vontade é possível produzir alguma coisa."



Thiago, jogador inveterado de Guitar Hero e Rock Band, sabe que o game não o auxilia no aprendizado de um instrumento real, "...mas me empolgo com o processo do mesmo jeito. Agora eu entendo mais o processo da música (principalmente com a bateria)... às vezes dá vontade de jogar as baquetas para o 'público' no final de uma canção".

 

Se a experiência massiva com jogos que emulam instrumentos não sirvam como forma de aprendizado para a experiência real, pelo menos todos concordam que são um excelente incentivo para as pessoas se interessarem mais pela música e resolverem aprender a se tornarem verdadeiros instrumentistas. Cursos e aulas de música têm cada vez sido mais procurados desde o lançamento desses jogos.



Com certeza nem todos teriam o interesse para um processo de aprendizado com um game, como foi o de Wilson Esteves. Ainda criança, ele acessou uma área do jogo Mario Paint (lançado para o Nintendo de 8 bits em 1992) e descobriu a partitura da canção tema de Mario Bros. A partir dali, começou a se desenvolver como tecladista, decifrando cada pedaço da partitura e a reproduzindo nota pot nota.

 


Comentários
Esta página ainda não tem comentários