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Programação

PROGRAMAÇÃO – SHOWS:

18 de novembro, quarta-feira, A Obra Bar Dançante (R. Rio Grande do Norte, 1.168 – Funcionários), 22h, R$15,00 (na porta)
23h – 4instrumental (MG)
24h – Grupo Porco de Grindcore Interpretativo (MG)
01h – Surfadelica (SP)


19 de novembro, quinta-feira, A Obra Bar Dançante (R. Rio Grande do Norte, 1.168 – Funcionários), 22h, R$15,00 (na porta)
23h – Iguan White (MG)
24h – Mullet Monster Mafia (SP)
01h – Vendo 147 (BA)
02h - Os Carburadores (RJ)


20 de novembro, sexta-feira, Music Hall (Av. Contorno, 3.239 - Santa Efigênia), 22h
21h15 - Terra Celta (PR)
22h - Super Stereo Surf (DF)
22h45 - Proa (BH)
23h30 – Pio Lobato e Mestre Vieira (PA)
00h30 - Gustafi (CROÁCIA)
01h40 - Ultraje a Rigor (SP)


21 de novembro, sábado, Music Hall (Av. Contorno, 3.239 - Santa Efigênia) , 22h
21h15 - Os Ambervisions (SC)
22h - Estrume’n’tal (MG)
22h45 - Retrofoguetes (BA)
23h30 - La Pupuña (PA)
00h15 - The Jordans – (SP)
01h15 - Daddy-o Grande (EUA) + Dead Rocks (SP)



Ingressos


Ingressos antecipados:

A Obra – Rua Rio Grande do Norte, 1168 – Savassi – 3215-8077 / 3261-9431
Obar – Rua Cláudio Manoel, 296 – Funcionários – 3223.6592
Music Hall – Avenida Contorno, 3.239 – Santa Efigênia – 3461.4000
Loja 53hc – Rua Rio de Janeiro 630, Loja 53, Centro – 3271.7237
Circuito Blunt – Rua Montes Claros, 189 – Sion – 3284.2161
O Ovo – Rua Fernandes Tourinho, 35, lj. 112 – Savassi – 3261.9533
Santíssima – Rua Fernandes Tourinho, 385 – Savassi – 3261.9487
Spetteria – Rua Vitório Marçola, 192 – Anchieta – 9114.8662
Brilhantina – Rua Tomé de Souza, 821 – Savassi – 3261-5151
Reggae Nation - Rua Fernandes Tourinho, 19 loja 109 - Savassi - 3264-3418

Valor dos Ingressos:
A Obra: R$15

Music Hall:
1º lote: inteira: R$30; meia-entrada: R$15
2º lote: inteira: R$40; meia-entrada: R$20
3º lote: inteira: R$50; meia-entrada: R$25
Passaporte: inteira: R$60; meia-entrada: R$30





O cara da Prancha



Sou nascido aqui em BH, e desde criança ficava olhando pra Lagoa da Pampulha, sonhando com as ondas que não existiam ali. Meu sonho sempre foi ser surfista mas nasci em BH... então fui pro bar, naquela vibe - se não tem mar, vamo pro mar. Sempre quis ter uma banda de surf music. Meu sonho é conhecer o Roger, ter um AP em Piúma pra surfar nas férias e arrumar umas gatinhas quando a fama de surfista dropeiro começasse a despontar.

Aqui em BH fui criado na casa da vó Maria, ali no Santo Antônio, com muito danoninho e Yakult. Tenho que assumir que sou meio tímido, mas não dispenso os rocks da Obra e, claro, as garotas bonitas da Savassi (ou do Barro Preto, de Santa Efigênia, de Venda Nova, do Barreiro...). Como todo bom mineiro, gosto de comer quieto. Apesar de querer ser surfista, sempre tomei pouco sol e muita cerveja.

Enquanto não acho boas ondas em BH fico perambulando por aí, tentando achar a maresia que me leva mais perto do meu sonho!

Hang Loooose!


Me siga: @ocaradaprancha

http://ocaradaprancha.conexaovivo.com.br/




A onda Independente

20 de novembro, sexta-feira, 14h, Conservatório de Música da UFMG (Av. Afonso Pena, 1.534 – Centro).



14h - 14h45: Debate: Fórum da Música de Minas Gerais

Os participantes do Fórum da Música de Minas Gerais apresentam um painel com as realizações, projetos em andamento e atividades vindouras dessa instituição, que é formado por membros da Sociedade Independente de Música (SIM), Comum - Cooperativa de Música, Associação Artística dos Músicos de Minas Gerais (AMMIG), Associação dos Amigos do Clube da Esquina e Fora do Eixo Minas (FEM).



15h - 15h45: Palestra: The Jordans e a história do rock instrumental brasileiro

Alladin, The Jordans – O guitarrista e líder da mais antiga banda de rock instrumental brasileira em atividade, The Jordans, com mais de 20 discos lançados desde 1962, narra em primeira pessoa a história e o desenvolvimento do rock instrumental brasileiro.



15h45 - 16h30: Tecnobrega e guitarradas: a música livre do Pará (Pio Lobato e Mestre Vieira) + Guitarra bahiana (Morotó - Retrofoguetes) –

Mestre Vieira, o precursor da guitarrada paraense, se junta a Pio Lobato, representante da nova música paraense e o criador da Tecnoguitarrada, e a Morotó Slim, dos Retrofoguetes, seminal banda instrumental da Bahia, para apresentar as técnicas e peculiaridades desses estilos genuinamente brasileiros de guitarra.



Pio Lobato

Um universo próprio construído apenas a partir de timbres de guitarras é a marca do trabalho do músico paraense Pio Lobato, 33. Seus experimentos têm como pilar a força primal dos loops: a repetição é matriz de texturas criadas com camadas sobre camadas sonoras, unicamente com o uso do instrumento elétrico.

Sotaque brasileiro para a guitarra

O trabalho de Pio Lobato sempre buscou novas fronteiras, sotaques e experimentações voltados exclusivamente para a execução da guitarra elétrica. Ainda na década de 90, o músico de Belém já havia vasculhado a influência do choro na técnica original de guitarristas da região como Aldo Sena e Mestre Vieira de Barcarena, o maior difusor do gênero denominado guitarrada. Músico formado pela Universidade Federal do Pará, a partir de 1997 o guitarrista passou a integrar o grupo Cravo Carbono, um dos mais respeitados trabalhos de flerte entre o pop e os ritmos brasileiros estabelecidos na região.

Também em busca paralela por um caminho mais próprio para suas composições instrumentais, Pio Lobato muniu-se de elementos que se tornariam patentes na sua música: colagens de bases pré-gravadas e manipuladas em computadores caseiros e muitos loops, construídos com a ajuda do echoplex - um original aparelho de delay eletrônico inventado por Mathias Grob, suico radicado na Bahia, que permite a um músico acompanhar a si mesmo em sessões ao vivo. O resultado, que pouco tem a ver com as timbragens e ritmos mais comuns à música eletrônica, pode ser conferido em Café, o primeiro disco solo de Pio Lobato.

Recentemente, o compositor ainda foi incluído como uma das boas novidades da música de Belém na trilha sonora do novo longa-metragem de Cacá Diegues - Deus é Brasileiro (2003). A faixa que compõe o filme é Recado pra Lucio Maia, a mesma composição instrumental que ganhou destaque em coletânea nacional editada pelo projeto Itaú Cultural Música – Rumos e Vertentes, lançada em 2001.

O trabalho do músico ao lado do grupo Cravo Carbono também já havia sido mapeado em 2000 pelo documentário multimídia Música do Brasil, do antropólogo Hermano Vianna, bem como pela versão brasileira do Strictly Mundial, mostra do Fórum Europeu de Festivais realizada em 2001, em Salvador, paralelamente à programação do III Mercado Cultural Latino-Americano.


http://www.myspace.com/supostoprojeto



Mestre Vieira

Mestre Vieira de Barcarena, 63, é responsável pela criação de uma genuína linhagem de guitarristas na Amazônia. Na década de 70, seu disco “Lambadas das Quebradas” (1978) solidificou o surgimento do gênero conhecido como guitarrada, popularizado nos anos 80 sob o rótulo de lambada. Sua originalidade musical está no aprimoramento de uma técnica única de execução para a guitarra elétrica: as guitarradas são composições instrumentais onde a guitarra solo faz o papel principal, embalada por ritmos como como a cumbia, o merengue e o carimbo.

Fortemente influenciado pelo choro, Veira revelou-se virtuose ainda na infância. Iniciou-se no bandolim, passou ao banjo, ao cavaquinho, ao violão e a instrumentos de sopro como o saxofone. Tomou contato com a guitarra elétrica apenas no início dos anos 70, de forma curiosa. Inventivo, lançou mão de conhecimentos de radiotécnico para fabricar seus primeiros amplificadores caseiros (a cidade ribeirinha de Barcarena não possuía luz elétrica na época): auto-falantes de rádios desmontados alimentados por baterias de caminhão.

A trajetória de Vieira põe em cheque opiniões mais convencionais sobre a impossibilidade de popularização da música instrumental no Brasil. Ele gravou 17 discos muito bem aceitos pelo público da região – especialmente entre ouvintes menos abastados. Por tudo isso o compositor é também considerado hoje o responsável pelo segundo mais importante sotaque brasileiro do instrumento elétrico, ao lado da guitarra baiana de Dodô e Osmar.

Influenciado diretamente por Vieira de Barcarena, Aldo Sena, 43, foi integrante da banda Populares de Igarapé-Miri, primeiro grupo de lambada do Brasil, criado no início da década de 80. O músico está entre os mais significativos compositores de guitarradas surgidos em Belém (PA), ao lado de Pio Lobato, do grupo Cravo Crabono, e de Chimbinha, da banda Calypso.

No palco, acompanhando Vieira, Curica e Aldo Sena, estarão ainda o guitarrista José Augusto (filho de Curica), o contrabaixista Ricardo Ramos e o baterista Vovô, integrante do grupo paraense Cravo Carbono.



Morotó Slim

Morotó Slim é o nome artístico de Rogério Carvalho Dantas. Guitarrista da banda baiana de surf music instrumental Retrofoguetes, Morotó também toca guitarra baiana, violão clássico, lap steel, ukulele e banjo. Além disso, compõe trilhas para teatro e cinema, participa de gravações de vários CDS para outros artistas como instrumentista e ainda atua como professor de música.

Com os Retrofoguetes, já gravou dois CDs: Ativar Retrofoguetes/ 2003 e Chachacha/2009. Foi premiado como melhor instrumentista do ano no Troféu Dodô e Osmar, edição 2008, láurea conferida aos músicos de maior repercussão no mercado baiano.


http://www.myspace.com/morotoslim

Imprensa

9º Primeiro Campeonato Mineiro de surfe é marcado pela diversidade de estilos e por sua grandiosidade

O Campeonato chega a sua nona edição, com atrações como La Pupuña, Daddy-o Grande e Ultraje a Rigor

A onda surfada pelo Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe não para de crescer. Desde que colocou a prancha na água, ainda no século 20, o maior festival do gênero da América Latina se avolumou, ganhou corpo, agregou estilos, evoluiu, ganhou adeptos e chega à nona edição como tsunami global que se estende de Belo Horizonte a Nashville (EUA), do Planalto Central à Croácia, do Pará ao Paraná, da Bahia ao Rio de Janeiro, de Santa Catarina a São Paulo. Serão quatro dias de shows e debates, em dois espaços – A Obra Bar Dançante e Music Hall, ambos na capital mineira. O 9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe integra o Conexão Vivo - iniciativa da Vivo voltada ao desenvolvimento do setor musical brasileiro.

Como se inspirou na surf music para nascer, este ano o Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe volta aos primórdios e traz como uma de suas principais atrações os paulistas The Jordans, primeira e mais antiga banda de surf music em atividade no Brasil, tendo lançado o primeiro disco em 1962.

Inspirado no mesmo som que fez a cabeça de Aladdin e sua turma há quatro décadas, volta ao Brasil o norte-americano Daddy-o Grande, um dos guitarristas dos lendários Los Straitjackets. Ele será acompanhado por ninguém menos que os paulistas do Dead Rocks, big riders do surf nacional. Outras atrações seguem a mesma linha, como o Super Stereo Surf, do Distrito Federal.

Se alguns foram direto à fonte, outros beberam a água salgada emanada da Califórnia “aditivada”, seja misturando-a com punk, metal, rock, pop ou música regional, seja lá de que região for. Casos dos baianos do Retrofoguetes, dos mineiros Estrume’n’tal e Proa, dos catarinenses Os Ambervisions, dos paulistas Mullet Monster Mafia e dos cariocas Os Carburadores.

Mostrando que o Brasil produziu sua própria surf music, o Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe apresenta também Pio Lobato, Mestre Vieira e os Mestres da Guitarrada. Há bastante tempo na estrada, eles influenciaram não só o Pará natal, de onde vem também o La Pupuña, mas outros estados e também outros ritmos, como o tecnobrega.

Já o Ultraje a Rigor dispensa maiores apresentações. O certo é que o gênero do ícone Dick Dale sempre esteve presente no rock dos paulistas, na ativa desde a década de 80 sem nunca ficar parados no tempo.

Por outro lado, o Gustafi vem da Croácia para mostrar pela primeira vez aos brasileiros como misturou reverb com música dos Bálcãs. Mistura das mais interessantes, como já provaram Mano Negra e Gogol Bordello.

Mas nem só de shows será feito o 9º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. Três encontros reunirão músicos, produtores e público para debates sobre a atual cena nacional da surf music e da música independente, em uma ótima oportunidade para expor e conhecer idéias.

Números que impressionam
Essa é a nona edição do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. O “Primeiro” incluído do nome deve-se ao fato de o Campeonato ser o festival pioneiro do gênero no país.

Em oito edições já realizadas, o festival reuniu um público total de 9.478 pessoas, com uma média de 1.184 pessoas por edição. Passaram pelo palco da Obra e do Lapa Multshow 115 bandas, somando 463 músicos participantes.

CONEXÃO VIVO
Dezenas de projetos musicais de todo o país fazem parte do Programa Conexão Vivo, que reúne shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas.

O Conexão Vivo realiza ao longo do ano um circuito próprio de eventos onde toda essa diversidade de ações acontece conjuntamente. Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, como acontece agora com o O 9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe e outros festivais independentes como o Arte na Praça, Jambolada e 53 HC (Minas Gerais), Omelete Marginal (Espírito Santo), Se Rasgum (Pará) e Coquetel Molotov (Pernambuco).

A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultura da Vivo, que tem no Conexão Vivo uma de suas principais iniciativas. Detalhes sobre as outras linhas de atuação e sobre as formas de participação nos Programas Culturais Vivo estão disponíveis no www.vivo.com.br/cultura. E para saber mais sobre o Conexão Vivo, acesse o portal www.conexaovivo.com.br.

Curiosidades

Ambervisions -
Fatos Pitorescos:

1) Todos da bandas possuem o vírus HIV, e todos pegaram pelo bumbum;
2) Todos da banda sofreram abusos quando crianças, e alguns são hoje abusadores;
3) Todos da banda gostam de experiências heterosexuais entre iguais, desde que nao seja do mesmo sexo, ou do sexo oposto ao sexo em questao.

Surfadelica -
O grupo gravou o primeiro disco sem ter feito nenhum show antes.
É uma banda instrumental, mas gravou 3 faixas vocais para tributos que sairam em CD: tributo ao Guided By Voices, no tributo ao Album Branco dos Beatles e um tributo ao Sebadoh.
Éramos muito feios, melhoramos agora.
Os três integrantes são a banda de apoio de Kid Vinil no Kid Vinil Xperience
O baterista McCoy toca tambem no Crazy Legs, eu toco tambem com Old Magic Pallas e Continental Combo, o Carlos baixista toca tambem no Continental Combo e Fotograma.
Ninguém aqui sabe surfar.

Iguam White –
Mesmo sendo realidade, ninguem acredita na cidade natal da banda: Tiros - MG. A grande maioria acha que a mesma nem sequer
existe, mas existe sim: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tiros .

A banda começou como um teste, sem pretenSões e sem nenhuma música para tocar, surgiu do nada: "A morte veste cinza".

A única música em português gravada até então.
O nome Iguan White, também chamado de :"Iguana Branca" não tem nenhuma ligação com nada. Surgiu e ficou.

Mullet Monster Máfia -
- Dois dos integrantes da banda, o guitarrista Ed Lobo Lopez e o baixista Mustafá Sniper fizeram parte de uma das mais importantes bandas da cena alternativa brasileira da década de '90, o HAPPY COW, que ao lado do Killing Chainsaw foi um dos maiores expoentes do indie rock brasileiro.
- O lançamento do primeiro registro da banda foi inovador, sendo feito um acordo entre a gravadora da banda e a produção do Psycho Carnival, um dos maiores festivais do Brasil.
Em ação conjunta eles fizeram 1.000 cópias promocionais do registro que foi distribuído aos primeiros 1.000 ingressos vendidos no festival.

Vendo 147 -
Quando Glauco Neves resolveu colocar umas musicas que ele havia gravado na página do Tramavirtual, ele achou que aquele projeto poderia ter um nome, daí ele perguntou pro amigo Eduardo Penna(ex-vocalista da Los Canos) "Penna, me da nome pra uma banda aí", só que Penna estava destraído e lendo um anuncio que iria colocar no jornal sobre um carro que estava vendendo na época e estava lendo em voz alta "Vendo 147 ano tal, cor tal..." e Glauco virou e disse, "adorei esse nome", foi quando Penna virou e dsise, "o que vc ta falando aí?" e Glaudo virou pra ele e disse, "gostei desse nome aí pra banda que vc me deu, ja botei aqui", depois de alguma discussão chegaram a conclusão que o nome era bom e acabou ficando.

Fomos tocar em Aracaju em agosto deste ano, ainda tocavamos de máscaras e quando montavamos as coisas pra tocar, uma garota de aproximadamente 10 anos virou pra um cara na platéia e perguntou; "Porque eles tocam de máscaras?" e o cara lhe disse

"É pq eles são feios", la no final do show, no biz, tiramos as máscaras e começamos a tocar alguns covers pra animar a festa, e no final de tudo a menina virou pro mesmo cara e disse, "viu que eles não são feios".

Quando a banda ainda era um projeto, no ano de 2006, fomos tocar num show co o Jupiter Maçã. Fizemos o show e no meio deles, jogamos algumas baquetas quebradas que haviamos levamos pra jogar pra quem pedisse uma baqueta, como todo mundo pediu baqueta, jogamos aquele monte de baquetas quebradas, no final do show me veio (Dimmy) uma garota com uma dessas baquetas e falou:"Autografa aqui pra mim?" depois que eu fiz o que a moça pediu ela virou e disse "Voces tocam muito alto, eu vim aqui só pra ver o show do Jupiter maçã, mas depois desse show eu vou pra casa mais do que satisfeita", virou-se em direção a saída e foi embora, detalhe que o Jupiter ia tocar ainda.

A banda 4instrumental nasceu em Sabará (MG) em abril de 2008 e faz parte de uma nova cena musical que encara a música como um trabalho coletivo e de auto-gestão, extrapolando as fronteiras estéticas e explorando novas possibilidades frente ao mercado musical com uma postura independente e participativa.Em seus quase dois anos de existência a banda circulou por várias cidades de Minas Gerais se apresentando em festivais importantes no novo cenário independente como o Grito Rock (Sabará, BH e Montes Claros), o Jambolada (Uberlândia), o Marreco (Patos de Minas), o Arena Livre (Vespasiano) e o Escambo (Sabará). Com influências que vão desde a música brasileira até o rock inglês, o 4instrumental tem se destacado pelo som expressivo e pela habilidade técnica de seus integrantes. Integrada ao coletivo Fórceps e ao Circuito Fora do Eixo, a banda prepara para 2010 o lançamento de seu primeiro disco, a participação na coletânea do Circuito Fora do Eixo e um projeto de circulação pelo país.

4Instrumental -

A banda 4instrumental faz parte de uma geração de músicos que encaram a música como um trabalho coletivo e de auto-gestão. O grupo está integrado ao coletivo Fórceps (Sabará) que possui comunicadores, artistas e produtores, que juntos conseguem fomentar uma nova cena local interligando-a em rede com o que é feito no resto do país através do Circuito Fora do Eixo. Além de se preocupar em tocar, os músicos cuidam da parte de sonorização dos eventos do coletivo enquanto outros membros da entidade fazem a comunicação e a produção da banda. A idéia é que o dinheiro seja substituído pela troca de serviços nas relações entre membros do Fórceps, promovendo um faça-você-mesmo coletivo.

A banda nasceu a partir de uma idéia que dois integrantes tinham de montar um projeto de violão e teclado. O projeto ainda não tinha sido colocado em prática quando o coletivo Fórceps promoveu um festival instrumental em Sabará e garantiu lugar para os músicos caso eles montassem uma banda. Foram então recrutados baterista e baixista e em apenas um mês e menos de dez ensaios o grupo compôs suas quatro primeiras músicas, que foram o repertório da apresentação.

Embora ainda não tenha completado dois anos de existência, o 4instrumental já tocou em sete cidades de Minas Gerais, sendo a banda da nova cena mineira que se apresentou em maior número de cidades do circuito Fora do Eixo no Estado. Alguns desses shows foram em festivais que contaram com grandes platéias, como o Jambolada (4.500 pessoas) e o Escambo (5mil pessoas).